Quando um novo ano começa a se aproximar a quantidade de promessas que NÃO serão cumpridas é elevada à quinta potência hehe.
Nunca fui dessas de fazer juras aos quatro ventos e não que eu não faça planos ou que não me comprometa com as coisas, mas o que gosto mesmo é de decidir e já ir logo colocando a mão na massa, sem perder tempo com devaneios.
O Passarinho Colorido começou assim, na loucura, a todo vapor. Em janeiro de 2013 decidi costurar para tentar levantar uma grana. Não fazia a menor ideia do que fazer para começar. Escolhi fazer bolsas. Por que bolsas? Não sei, nunca tinha feito uma. Só pensava nelas prontinhas e lindas, doidera né?
Mesmo não tendo muita noção de como fazer eu não queria qualquer bolsa de tecido, tinta que ser uma coisa diferente, forte e delicada ao mesmo tempo. Foi então que pedi a Brixx (minha maninha) para me emprestar seus esplêndidos desenhos para que fossem aplicados nas bolsinhas, já que eu sou uma porta quando se trata de desenhar. Ela topou e eu comecei a fazer os moldes dos apliques a partir de fotos dos desenhos que já haviam sido grafitados por aí.
Duas semanas depois estava batendo na porta do Ateliê Pé na Tribo, pedindo para a Pri (mina incrível, super generosa, madrinha de costura que faz o acabamento mais perfeito do mundo) me dar dicas sobre os próximos passos. Para fechar com chave de ouro o Quinho Fonseca me presenteou com a logo que ficou lindíssima. E foi assim que em menos de um mês eu já estava participando da minha primeira feira para expor toda a minha produção, 9 bolsas! Hehehehe. Isso é que é atrevimento né? O ser humano vai pra um lugar onde as pessoas levam dezenas de peças e chega lá com 9 bolsas se achando a tal. E deveria me achar mesmo porque com toda a simplicidade do meu produto recebi o apoio da minha família e dxs amigxs que foram me prestigiar, me incentivar, me levar amor, força, abraços e confiança.
Depois disso as encomendas foram aparecendo, a oportunidade de participar de outras feiras também, os elogios, a propaganda pela satisfação e a brusca interrupção na produção pela minha nomeação em um concurso (contei isso aqui). Ainda assim, não desisti e NUNCA vou deixar de costurar. Descobri o que move meu coração com esse projeto. Vou continuar tocando ele, mesmo que em passos lentos até poder retomar com força total as minhas costurices.
Não vou fazer promessas para o Passarinho Colorido, elas não são capazes de sustentá-lo. Ele nasceu da atitude e assim deve seguir com seus voos por aí.
(imagem FalaFreela)

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